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Glaucoma: Entenda as Causas, Tratamentos e Por que a Doença Não Tem Cura

Glaucoma: Entenda as Causas, Tratamentos e Por que a Doença Não Tem Cura

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O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Essa condição crônica e progressiva afeta o nervo óptico, muitas vezes devido ao aumento da pressão dentro dos olhos, também conhecida como pressão intraocular (PIO). Mas, afinal, o que provoca o glaucoma? Quais são os fatores de risco, os tipos de tratamento e por que ele não tem cura? Neste texto, vamos abordar essas questões para esclarecer melhor como funciona o glaucoma e como ele pode ser tratado.

O que provoca o glaucoma?

O principal fator desencadeador do glaucoma é o aumento da pressão intraocular (PIO), que ocorre quando o humor aquoso — um líquido que circula dentro do olho — encontra dificuldade para ser drenado adequadamente. Esse acúmulo de fluido eleva a pressão dentro do olho, que pode danificar o nervo óptico.
Além disso, existem outros fatores de risco importantes, como:

  • Histórico familiar de glaucoma;
  • Idade avançada, pois o risco aumenta com o envelhecimento;
  • Córnea fina, que pode influenciar na pressão intraocular;
  • Alta miopia (grau elevado de miopia);
  • Etnia, especialmente em pessoas de ascendência africana e asiática;
  • Comorbidades como diabetes e hipertensão arterial sistêmica.


Esses fatores, combinados ou isoladamente, aumentam o risco de desenvolver glaucoma. A doença pode ser silenciosa em seus estágios iniciais, o que torna os exames de rotina fundamentais para o diagnóstico precoce. 

Por que o glaucoma não tem cura?

O glaucoma causa uma lesão irreversível no nervo óptico, especialmente nas fibras nervosas e nas células ganglionares, estruturas responsáveis por enviar as informações visuais do olho para o cérebro. Quando essas estruturas são danificadas, a perda visual é permanente, pois o nervo óptico não se regenera. Imagine que o nervo óptico é como uma rede de fios conectando o olho ao cérebro; uma vez danificados, esses “fios” não podem ser substituídos. Por isso, o glaucoma não tem cura, embora o tratamento possa desacelerar ou até estabilizar sua progressão e proteger a visão existente. 

Quais são os tratamentos disponíveis para o glaucoma?

O tratamento do glaucoma visa controlar a PIO e, assim, proteger o nervo óptico. Existem diferentes abordagens terapêuticas, que variam de acordo com o tipo e estágio da doença:

  • Colírios: Geralmente, o tratamento inicial inclui colírios que ajudam a reduzir a PIO. Esses medicamentos podem atuar de várias formas, como diminuindo a produção de humor aquoso ou facilitando a sua drenagem.

  • Laser: A Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) é um procedimento a laser que melhora a drenagem do humor aquoso, sendo indicado tanto para tratamento primário (início do tratamento), como para pacientes que não obtêm o controle desejado apenas com colírios. Outros procedimentos a laser, como a iridotomia, são recomendados para casos específicos, como o glaucoma de ângulo fechado.

  • Cirurgias: Em casos, por exemplo, onde os colírios e o laser não são suficientes, existem procedimentos cirúrgicos. As opções vão desde a trabeculectomia, que cria um canal de drenagem no olho, até as cirurgias minimamente invasivas, conhecidas como MIGS (Minimally Invasive Glaucoma Surgery), que ajudam a drenar o humor aquoso de forma mais segura e menos invasiva. Essas cirurgias são escolhidas conforme o tipo e a progressão do glaucoma, garantindo um controle personalizado da PIO.



O importante papel do diagnóstico e acompanhamento


Como o glaucoma pode ser assintomático em seus estágios iniciais, muitas pessoas podem ter a doença sem saber. Por isso, exames de rotina são essenciais para o diagnóstico precoce, especialmente para quem tem fatores de risco. Exames como a tomografia de coerência óptica (OCT), a campimetria computadorizada, associados à tonometria (medição da pressão intraocular) são fundamentais para detectar alterações no nervo óptico e no campo visual.

Embora o glaucoma não tenha cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a proteger a visão e manter a qualidade de vida do paciente. O acompanhamento contínuo com o oftalmologista é indispensável para monitorar a eficácia do tratamento e adaptar as abordagens, se necessário.

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